Diário do Intercambista: Como um intercâmbio na Austrália pode ser um recomeço!

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Uma das principais características do ser humano é a de se adaptar às mudanças, e a partir delas crescer. Recomeçar é se dar uma nova chance. Independente da fase que vivemos, sempre é possível abrir uma nova porta, conhecer pessoas e realizar sonhos. Dar início a um novo ciclo é algo que podemos realizar mais de uma vez no decorrer da nossa vida, em diferentes etapas. O recomeço pode vir com um novo dia ou um novo trabalho. Você que está buscando um recomeço na sua vida, já pensou em fazer isso através de um intercâmbio na Austrália?

Foi justamente em busca de se redescobrir e de viver novas experiências, que a estudante Manoela Pereira decidiu colocar o pé na estrada e partir para um intercâmbio na Austrália. No relato abaixo, você confere como foi a jornada da Manoela nessa busca pelo novo, da saída dela do Rio Grande do Sul até a chegada e descobertas em Perth, capital de Western Austrália, onde ela estuda atualmente. 

A primeira vez…

Todo mundo conhece o ditado: “Tudo na vida tem a primeira vez”. E a primeira vez a gente nunca esquece, não é mesmo? O primeiro tombo de bicicleta, com a cena do joelho ralado eternizada na memória. O primeiro dia na escola e aquela ansiedade gerada pela dúvida se teríamos os amigos inseparáveis na mesma sala novamente. A primeira vez dirigindo. Quantas vezes o carro morreu até a gente conseguir sair do lugar?

Então, há pouco tempo “descobri” que posso ter muitas “primeiras vezes” ainda.

Catarinense, morei 11 anos no Rio Grande do Sul (aí está a explicação do meu sotaque meio misturado de vez em quando), tenho 27 anos e nunca tinha viajado de avião antes, nem mesmo dentro do Brasil, apesar de conhecer o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Sim, me aventurei viajando do RS para o RJ de ônibus.

Fui professora em uma escola por muitos anos e chegou uma hora que percebi que devia tomar outro rumo na vida. Foi aí que comecei o meu planejamento para fazer um intercâmbio. Foram praticamente dois anos de preparação até que chegou o dia da partida para o tão esperado destino: a Austrália.

Isso mesmo, a Austrália. Para quem nunca tinha viajado de avião antes, comecei bem. Perdi as contas de quantos vídeos no YouTube assisti, ou de quantos artigos em blogs eu li para me preparar para esse dia, mas definitivamente o que mais me ajudou foi a sessão de pré-embarque que a WEST 1 proporciona para todos os seus estudantes. Muito prática e esclarecedora. Pude tirar as dúvidas que faltavam.  

Eis que raiou o lindo dia de mais uma primeira vez na vida! Como eu moro numa cidade pequena, tive que sair de casa às 8h da manhã para chegar no aeroporto tranquila para despachar as malas.  Chegamos em Florianópolis por volta das 11h e meu voo era só às 15h25. Até tentamos trocar para eu ir num voo mais cedo e ter mais tempo de conexão em Guarulhos, mas não deu certo. O jeito seria mesmo correr no aeroporto seguinte.

Depois de almoçarmos um hambúrguer no aeroporto (a coisa mais barata que tinha), despachei as malas e ficamos ainda conversando um pouco até a hora da despedida. Mais um abraço, uma foto, aquele “se cuida”, “o pai e a mãe te amam”, e atravessei o primeiro portão rumo à área de embarque. De repente veio o pensamento: “Gente, como é que eu cheguei até aqui? Será que amanhã eu acordo na minha cama e percebo que isso era só mais um sonho?” Era sim um sonho, mas bem real!

Naquele momento (é sério!) tive vontade de dar meia volta e ir para o conforto da casa dos meus pais. Enquanto a mente estava a um milhão por hora, chegou uma senhora que se sentou do meu lado e começamos a conversar. Graças a Deus! Assim o tempo passou mais rápido. Quando eu percebi, já era hora de embarcar. Como Florianópolis foi o meu primeiro local de embarque, nem na minha fértil imaginação eu poderia pensar que os próximos aeroportos seriam tão grandes.

Quando pisquei o olho, já estava voando. Aí pisquei de novo e estava desembarcando em Guarulhos. Como o avião deu uma leve atrasada para sair de Florianópolis, as minhas duas horas de conexão se reduziram a menos de uma hora e meia. Quando atravessei o aeroporto rumo ao terminal de embarque internacional, o pessoal já estava embarcando. Nem deu tempo direito de descer de um avião e eu já estava entrando em outro, rumo a Santiago, no Chile, o terceiro aeroporto pelo qual passei.

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Quatro horas de voo depois, estava em Santiago. Como tinha bastante tempo de conexão, fiz questão de andar bem devagar. Naquele aeroporto fiz a minha primeira “compra internacional”: uma água por $3,00 (nunca dei tanto valor a uma água). Teve um senhor que veio me pedir informação em inglês, mas ele falava de um jeito tão engraçado que achei que era brasileiro. Também foi a primeira vez que falei inglês fora do país. Chique né? Na verdade era um australiano que estava indo pro mesmo lugar que eu. Foi aí que eu descobri que o sotaque australiano pode ser meio difícil de entender.

Depois de três horas de conexão, mais um voo rumo a Auckland, na Nova Zelândia. Quatorze horas dentro de um avião! Pra quem era acostumada com dez horas de viagem de Santa Maria/RS até Jaguaruna/SC, na casa dos meus pais, até que não foi tão ruim. Deu até pra assistir “Vingadores: Ultimato” em inglês. E, é claro, dormir muito!

Na Nova Zelândia encontrei uma menina de uma cidade vizinha à minha que estava indo morar lá com o marido. Ele já estava há 5 meses em Auckland. Foi mais um treino no inglês, ajudando ela a pedir informação no aeroporto. Pode até soar meio estranho, mas em Auckland conheci muitos brasileiros. Isso porque no dia anterior um grupo tinha perdido a conexão no Chile. Então juntou esse grupo e mais algumas pessoas que estavam no mesmo voo que eu.

Depois de mais cinco horas de voo, estávamos em Sydney. Que emoção quando o avião sobrevoou a cidade e de longe eu pude ver a famosa Opera House! No quinto aeroporto pelo qual eu passava, era chegada a hora de enfrentar a tão temida imigração, a alfândega, e mudar para o terminal de voos domésticos. A gente escuta tanta história sobre a imigração que realmente dá até um arrepio. De todas as coisas que ouvi, a única que eu posso confirmar é que a fila é enorme!

Nem vi o tempo passar porque fiquei conversando com os brasileiros que conheci. Felizmente, não tenho nenhuma história desesperadora pra contar sobre essa parte da viagem, porque nem parece que passei pela imigração ou alfândega. Só me pediram o “passport” e a vacina contra a febre amarela. Todo o meu tempo treinando respostas em inglês para passar pela imigração foi em vão! rs Uma coisa que aprendi com essa experiência é que não é porque alguém passou “perrengue” você vai passar também.

Aquilo que falam, que é só seguir todo mundo quando você está no aeroporto, isso sim é verdade. Eu fui seguindo os brasileiros que conheci, aqueles que tinham perdido conexão no dia anterior, e o que foi ruim pra eles acabou sendo bom pra mim, caso contrário, se eu não os tivesse encontrado, quem teria se perdido na troca de terminal e passado perrengue teria sido eu. Despachamos as malas, seguimos de ônibus por uns 10 minutos até o terminal doméstico, mais umas horinhas e mais um voo. Estava indo para o sexto e último aeroporto dessa minha viagem.

Chegando em Perth como em todos os aeroportos por onde passei, a primeira coisa que fiz foi conectar o WIFI, fazer uma foto, mandar no grupo da família e atualizar os stories do Instagram (assim todo mundo em casa podia me acompanhar). Estava eu lá eu no aeroporto tentando me localizar, quando de repente escuto: “Manoela?”. Era um amigo, que morava em Perth e já estava lá me esperando.

Assim, depois de 36 horas de voo com quatro conexões, uma escala, cinco aviões diferentes (Florianópolis – Guarulhos – Santiago – Auckland – Sydney), cheguei ao destino final: Perth! Só quem vive isso sabe qual é a sensação. Com certeza todo o suporte da West1 foi fundamental para eu estar tão tranquila nessa viagem tão longa! Gratidão a Deus é o sentimento que resume a minha primeira vez fora do país.

Mesmo com todos os desafios, a Manoela conseguiu passar pela primeira parte dessa jornada de descobertas, superações e muito aprendizado. Agora ela está desbravando um novo lugar, conhecendo um novo estilo de vida e pessoas de culturas completamente diferentes da dela. Que tal fazer como a Manoela e mudar a sua vida pessoal e profissional fazendo um intercâmbio na Austrália, no Canadá, na Irlanda ou na Nova Zelândia? Entre em contato com a WEST 1. Para nós, será um prazer te ajudar a tirar os seus sonhos do papel e colocá-los em prática!

Se você também quer compartilhar a sua experiência no intercâmbio, escreva para nós no marketing@west1.com.au. Quem sabe a sua história não inspira outros estudantes a desbravar o mundo assim como você?

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