Partiu, Nova Zelândia: conheça as burocracias e documentações necessárias para a viagem

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Ter uma experiência de vida fora do Brasil é um sonho de muitos recém-formados, e diversos fatores motivam essa vontade nos jovens que acabaram de sair da faculdade e estão ávidos para dar o pontapé inicial nas carreiras que escolheram seguir.

O cenário socioeconômico do país não é favorável para os jovens — nem para toda a população de modo geral. As questões políticas, então, nem se fala. Estão cada vez mais caóticas e complicadas, e provocam fortes impactos em todos os setores do mercado de trabalho.

Diante dessa situação, a solução está fora do território brasileiro. E um intercâmbio pode ser o caminho para quem quer conhecer novas culturas, aprender ou aprimorar um idioma estrangeiro e, ainda, ter uma experiência profissional que agregue valor à carreira que será seguida.

Entretanto, devido às questões diplomáticas e algumas leis em outros países, é preciso saber escolher o destino do intercâmbio. Caso contrário, não é possível trabalhar e realizar diferentes atividades profissionais no lugar escolhido.

Alguns países como Austrália, Irlanda e Nova Zelândia têm leis mais flexíveis e permitem a entrada de estrangeiros não somente para estudar, mas também a fim de exercer funções e cargos profissionais. Para isso, basta ficar atento à documentação necessária e exigida para que a estadia e o trabalho escolhido esteja de acordo com as leis do país.

Neste texto, vamos falar sobre as documentações e processos exigidos para garantir um visto para Nova Zelândia. E aí? Vamos nessa?

Tempo de permanência na Nova Zelândia

A primeira questão a ser levada em conta pelo viajante deve ser o tempo de permanência. Existem dois tipos de visto para o passaporte brasileiro: para quem vai estudar até doze semanas e para quem vai estudar mais de doze semanas no país.

Até 12 semanas

De acordo com o acordo diplomático entre Brasil e Nova Zelândia, o estudante está isento de visto e é considerado turista. Contudo, há algumas regras que precisam ser cumpridas para não ter a entrada barrada no país, que são:

  • passagem de ida e volta;
  • reserva de acomodação no país;
  • disponibilidade financeira de NZ$ 1500,00 a NZ$ 2000,00 (dólares neozelandeses);
  • seguro-viagem (não é obrigatório, mas é recomendado);
  • carta da escola.

Tudo isso para garantir que o estudante vai chegar ao país, vai estudar e retornará ao Brasil sem problemas. Outro ponto cobrado pela imigração é a assinatura de um termo de compromisso garantindo que ele não vai pedir a prorrogação do visto após o período de 12 semanas, solicitado previamente.

Isso acontece devido à facilidade de viajar à Nova Zelândia sem a exigência do visto por esse período, ajudando a garantir que os estudantes não vão tirar proveito dessa simplicidade em estender o tempo de permanência e pedir outros tipos de vistos.

Acima de 12 semanas

O viajante já é considerado estudante e precisa obter o visto. Para ser aluno na Nova Zelândia, o processo não é tão burocrático, porém, é preciso preencher alguns requisitos.

O governo neozelandês precisa garantir que a pessoa seja, de fato, estudante. Para isso, ele verifica se o requisitante atende ao perfil de aluno, baseado em alguns fatores-chave:

  • motivação pessoal: razão pela qual escolheu a NZ para estudar;
  • formação acadêmica: um estudante bem-qualificado, mas sem inglês fluente, consequentemente tem mais justificativas para o seu intercâmbio;
  • histórico profissional;
  • carta da escola;
  • comprovação financeira (NZ$ 1.250,00 por mês de estadia).

Acima de 12 semanas, não há um tempo máximo para o visto. Ele é concedido de acordo com a duração total do curso desejado. O que muda de acordo com o prazo são algumas regras:

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  • até 6 meses: a imigração não exige nenhum exame médico;
  • de 6 meses a 1 ano: o aluno precisa fazer um exame médico básico (raio-X do tórax);
  • acima de 1 ano: é preciso fazer um exame médico mais detalhado (raio-X do tórax + exame clínico).

Os exames são feitos antes de dar entrada no pedido de visto e em clínicas credenciadas pelo governo neozelandês.

Documentos necessários para o visto para Nova Zelândia

A fim de solicitar o visto para o país, são necessários os seguintes documentos:

  • passaporte válido, com data de, pelo menos, 6 meses após o término das aulas;
  • cópia de documento de identidade, como CNH ou RG;
  • uma carta de intenção, em que o aluno conte ao governo quais são seus objetivos, um breve histórico acadêmico e profissional e o quanto aquele curso será benéfico para a sua carreira;
  • é importante demonstrar quais são os vínculos com o país de origem, deixando claro os objetivos dele na volta ao Brasil.

Visto de trabalho

A autorização para trabalhar também depende da categoria da escola escolhida. Isto é, como o governo neozelandês preza pela imagem da excelência da qualidade de ensino e se preocupa com a educação, as escolas passam por um controle de qualidade periodicamente e são classificadas em categorias 1 e 2.

Caso o aluno escolha uma categoria 2, os requisitos para conseguir a permissão de trabalho podem ser mais exigentes, como tempo mínimo de estudo e proficiência no idioma. Por isso, vale a pena investir em uma escola que seja da categoria 1 para ter mais chances em conseguir um emprego.

Comprovação financeira: o que fazer?

Supondo que o aluno fará um curso de 20 semanas, estima-se que, após o término das aulas, o governo dê um mês extra de férias. Ou seja, seis meses de permanência no total.

Nesse caso, a comprovação financeira é calculada em: NZ$ 1250,00 x 6 meses = NZ$ 7500,00 (aproximadamente, R$ 18000,00) de confirmação para o governo.

Essa comprovação pode ser feita de duas formas:

  • ter o dinheiro em conta;
  • ter um suporte financeiro, como um parente próximo que possa fazer a comprovação pelo aluno.

Independentemente da permissão para trabalho concedida no visto de estudante, o governo exige a comprovação a fim de evitar que o aluno dependa do trabalho para se sustentar no país e consiga focar nos estudos. O emprego deve ser considerado uma experiência secundária, ainda que muito construtiva para o processo de adaptação e aprendizagem da língua.

A comprovação financeira não depende apenas do extrato bancário. O aluno pode optar por outras formas de demonstração, como um cartão pré-pago, um cartão de crédito com limite alto ou um “padrinho” de intercâmbio, que se disponibilize a ajudá-lo financeiramente durante o período e comprove a renda solicitada. Basicamente, ele precisa demonstrar que tem condições de se manter no país ao longo do tempo solicitado.

O processo de obtenção do visto está mais prático

Recentemente houve uma mudança no procedimento. Antes, os documentos eram enviados e analisados em Washington, DC. Hoje, a aplicação é online e os processos estão sendo analisados em dois escritórios fora do Brasil. A imigração pede que a parte acadêmica e profissional da solicitação tenham tradução juramentada. Assim como a aplicação, o visto também é emitido online.

Como uma agência especializada pode ajudar?

Planejar um intercâmbio exige certa experiência e conhecimentos específicos. Nesse momento, contar com a ajuda de uma agência especializada faz toda a diferença, pois, por mais que não seja burocrático, o visto para Nova Zelândia é algo complicado até para quem já está acostumado a viajar e pode gerar muita tensão.

O time de especialistas é capaz de auxiliar em todo o processo burocrático para que o estudante não se confunda com as demandas necessárias. Além disso, eles vão orientar e organizar a documentação junto ao aluno e oferecer o suporte na hora de apresentar as principais questões da escolha da Nova Zelândia como destino.

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