10 coisas que você precisa ter em mente se pretende estudar na Nova Zelândia

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Você acaba de concluir a graduação e quer viver um sonho ou, simplesmente, sente falta de alguma coisa nova na sua vida?

Muitos brasileiros sonham em estudar na Nova Zelândia e, neste artigo, você vai descobrir que essa é a melhor opção para turbinar o seu inglês, arranjar um trabalho supimpa no exterior, conhecer gente interessante e, ainda, viver grandes aventuras em alguns dos locais mais lindos dessa fabulosa ilha!

Mas, antes de entrar nas curiosidades, vamos aos dados: localizado no sudoeste do planeta e banhado pelo Oceano Pacífico, o país tem hoje uma população estimada em 4,8 milhões de pessoas, divididas entre as ilhas Norte e Sul.

Agora que já situamos você, que tal conhecer outros detalhes sobre qualidade de vida, culinária, pontos turísticos, cursos, moradia e muito mais? Vá em frente, intercambista!

1. Qualidade de vida

Com cerca de um terço do território localizado em áreas protegidas como os parques nacionais Tongarino, Abel Tasman e Mount Cook, esta nação da Oceania vai impressionar os brasileiros pela grande qualidade de vida da população.

Na ilha, os níveis de poluição são baixíssimos, e é de se imaginar o por quê: quase 30% das terras são coloridas pelo verde das florestas e possuem uma geografia deslumbrante.

2. Infraestrutura e turismo

A “terra da longa nuvem branca” — como os nativos da etnia Maori significam o nome Nova Zelândia — tem uma ótima infraestrutura de turismo, a começar pelos principais aeroportos, como o de Auckland, com voos diretos da Europa.

Com uma grande rede de hotéis e inúmeros serviços para quem vem de fora, não é à toa que cidades como Queenstown, com 18 mil moradores, recebem quase 2 milhões de visitantes ao ano.

Falando em morar e estudar na Nova Zelândia, que tal conhecer pontos turísticos de tirar o fôlego? Vá ao próximo tópico e confira!

3. Paisagens exuberantes

Por que não iniciar o nosso passeio pelas famosas áreas verdes que cobrem a Nova Zelândia?

Vamos começar dando um destaque especial para o Parque Nacional de Tongarino, que é preservado legalmente desde 1894, sendo o mais antigo do país. Com 80 mil hectares de lagos límpidos e vulcões ativos, fica localizado a 330 km ao sul de Auckland.

Continuando a nossa aventura, vamos reservar um tempo para mergulhar, ou até mesmo pegar uma canoa, no Milford Sound, o principal fiorde do Parque Nacional de Fiordland, que guarda outras 14 entradas de mar entre as montanhas.

Mas, não pare por aí! Destino para contemplar a natureza e respirar um ar puro é o que não falta.

Vamos na direção da Bay of Islands, um paraíso que está ainda mais próximo a Auckland — são 230 km de estrada no sentido norte. Lá, você pode apreciar baías e praias quase desertas, além de se divertir com passeios de barco e mergulho profissional.

Mas, se o seu lance é aventura subterrânea, aqui vai uma boa dica: as Cavernas de Waitomo, situadas na Ilha Norte. Com uma espécie de labirinto de rios e crateras embaixo da superfície terrestre, o lugar parece uma galáxia com o brilho de milhares de vaga-lumes que se instalaram por ali.

E se o que você quer mesmo é sentir a pulsação das grandes cidades, preparamos um roteiro basicão em Wellignton e Auckland.

Wellington

Na capital, cuja população em 2011 era de 393 mil moradores, conheça o maravilhoso Centro e a Cuba Street para ter um gostinho dos cafés e restaurantes de primeira, maravilhe-se com o Jardim Botânico, banhe-se na praia da Oriental Bay e fique por dentro do Te Papa (Museum of New Zealand Te Papa Tongarewa), o museu de referência na ilha.

Auckland

Em Auckland, você não deve perder de vista a Sky Tower, quase um marco da cidade. Depois de subir os 328 metros de altura da torre, conheça a Queen Street, com alguns dos principais pubs da região, desbrave a vista do Porto de Auckland, encante-se com as obras da Art Gallery e termine o passeio no Museu Memorial da Guerra de Auckland para compreender a força dos kiwis.

4. Gastronomia ímpar

Você já percebeu que não faltam opções para se encantar com a raridade da geografia da Nova Zelândia. Com a culinária, não é diferente! Para iniciar essa saga, experimente um dos pratos mais pedidos por lá: o fish and chips, uma versão do homônimo prato inglês com peixe empanado rodeado de batatas fritas, geralmente servido com molho tártaro.

Você pode ir além, experimentando outros tipos de peixe, como o blue cod (que para nós lembra um típico bacalhau) e o whitebait, outras sugestões deliciosas para o seu almoço ou jantar. Já deu água na boca, né?

Porém, se você não curte frutos do mar, peça carne de carneiro, boi, porco ou frango, sempre acompanhados de uma ótima saladinha para não perder de vista a vida saudável.

Ervilhas, tomate, pepino e beterraba também são usados como base para muitos preparos. Além disso, os kiwis são bastante cosmopolitas e podem ser facilmente encontrados nos restaurantes asiáticos, principalmente os chineses, nas esquinas das metrópoles.

5. Educação de qualidade

A Nova Zelândia se transformou, nos últimos anos, em uma ótima opção para quem deseja aprender inglês ou se aperfeiçoar em alguma área do conhecimento. A nação possui algumas das mais relevantes universidades anglófonas, com destaque para a University of Auckland, a Auckland University of Technology e a University of Waikato.

Com a rigorosa avaliação do ensino superior, o resultado é que 15% dos alunos do sistema educacional de lá são estrangeiros, como informa a tabela do Education New Zeland. Ainda segundo o órgão, 93% dos intercambistas colocaram a Nova Zelândia como primeira opção para a sua formação pela grande reputação do ensino kiwi.

No país, o sistema de ensino geral tem uma divisão parecida com a nossa, sendo a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio gratuitos para os cidadãos. Já o ensino superior, é acessível para residentes e estrangeiros, sendo bastante reconhecido internacionalmente.

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Se você pretende entrar em uma universidade e estudar na Nova Zelândia, é bom saber que o período letivo tem início em março e segue até novembro, sendo oferecidos cursos de verão ao longo de três meses, de janeiro a março.

No entanto, o processo para conseguir uma vaga é um pouco mais difícil, pois é necessário ser aprovado no International Qualifications for Entry into Higher Education, uma espécie de Enem. Se você já tiver concluído a graduação, procurar um MBA pode ser uma ótima forma de diferenciar o seu currículo.

Para os estrangeiros, pode haver também uma mudança no tipo de ingresso dependendo da instituição escolhida, mas, independentemente dessa questão, as universidades devem respeitar um código de conduta para o intercambista, garantindo que esses alunos tenham direito ao ensino no país.

6. Boas opções de cursos

A maior parte dos brasileiros escolhe fazer um curso de inglês na Nova Zelândia porque as aulas são reconhecidas em todo o planeta e, também, porque a praticidade para fazer parte de uma instituição desse tipo é ímpar.

Há vários tipos de cursos de idiomas, tanto para quem entende apenas o básico em inglês (a nível das famosas frases “What’s your name?” e “The book is on the table”), quanto para os mais espertinhos na língua!

E aqui vai uma dica, campeão: procurar uma agência de intercâmbios com sede no país pode ajudar você a decidir em qual escola se matricular.

7. Visto sem burocracia

Existem vários tipos de visto para ingressar na Nova Zelândia, mas você deve ficar atento ao de estudante, já que o seu objetivo é fazer um curso por lá.

Vale observar, também, que esse processo deve ser feito apenas para quem pretende viver na nação por mais de três meses. Se esse for o seu caso, conheça, a seguir, quais são os requerimentos necessários:

  • passaporte em dia;
  • comprovante de renda (pode ser o formulário oficial ou o extrato bancário);
  • carta de aceitação na escola (classificada na categoria 1);
  • garantia da residência no país;
  • recibo da taxa consular (atualmente, no valor de 235 dólares);
  • cópia da passagem aérea com ida e volta.

Atenção: para quem quiser ficar mais de seis meses na Nova Zelândia, será obrigatório anexar à papelada um exame de raio-X do pulmão.

Outra curiosidade é que o visto para estudar na Nova Zelândia permite que o intercambista brasileiro possa conciliar horas de trabalho (são permitidas até 20 horas semanais) com os estudos, sem burocracia adicional, desde que ele esteja matriculado em um curso nacional com duração mínima de 14 semanas e 20 horas de dedicação semanais.

8. Oportunidades de trabalho

Antes de sair por aí buscando uma vaga nos estabelecimentos neozelandeses, é importante se preocupar com o seu currículo! A começar pelo mais simples: o idioma.

É preciso investir no resumé se você deseja ser contratado por alguma empresa na ilha, então, conte com uma pessoa experiente em inglês para resumir as suas principais habilidades e qualificações.

O próximo passo é escolher os melhores espaços para difundir o seu CV. Com a internet, pipocam sites que ajudam os estrangeiros a encontrar um job. Você pode encontrar mais informações sobre os recrutadores na Nova Zelândia em sites como o New Kiwis, o Working in New Zealand e o Work Here.

É importante dizer que suas chances vão aumentar se você aceitar empregos temporários na Nova Zelândia. Para isso, não se pode ter preconceito com funções relacionadas às várias áreas do setor de serviços, como bares e hotéis (visite este site para saber as principais demandas).

Contudo, se o seu foco for mesmo conseguir trabalhar na sua área de formação, o site Careers NZ tem boas oportunidades, principalmente se você tiver experiência em marketing, TI ou construção civil.

Ah, não se esqueça de que empresas de intercâmbio podem ter contato com empregadores locais, além de oferecerem workshops para que você tenha um currículo impecável na hora de buscar um emprego internacional.

9. Moradia a preço justo

Hospedar-se na Nova Zelândia é muito simples e o valor por mês, com certeza, vai caber no seu bolso! Há três principais tipos de residência para estrangeiros: as homestay (para dividir com uma família local), as student residences (algo como as nossas repúblicas no Brasil) e os flatmates (casas ou apartamentos para aluguel).

As opções são todas viáveis e, para escolher entre uma delas, você deve pôr no papel algumas preferências: se gosta de dividir o quarto ou se prefere privacidade, e quanto está disposto a pagar, por exemplo.

Muitos estudantes acabam elegendo a homestay pela qualidade da moradia, além da prática diária de inglês com os hometers.

Geralmente, há horários definidos nos quais somente se pode falar naquele idioma, como na hora das refeições em família. Fora isso, você aprende novas habilidades com a rotina de organização do lar. E não fique preocupado com o valor desse tipo de acomodação, pois pode sair muito barato se você decidir compartilhar o seu quarto também.

Se a sua escolha for uma student residence, não há o que temer, tampouco, pois o sistema é muito similar ao dos albergues no Brasil, em que apenas estudantes são aceitos. Não pense, porém, que você vai poder escapar das regras nesses locais, uma vez que há obrigações e rotinas.

Por fim, os flatmaters são bastante comuns na Nova Zelândia, porque os jovens costumam sair de casa antes do 18 anos de idade por lá. E alguns sites (a exemplo do Trade Me) podem ajudar você a encontrar a casa ou o apartamento perfeito.

10. Plano de viagem

Com todas essas informações na manga, você estará pronto para começar a organizar o seu plano de viagem, intercambista!

Mas, antes de tirar o seu sonho do papel, certifique-se de que está com a papelada em dia para dar entrada no processo de visto e tenha em mente qual curso vai fazer na terra dos kiwis. Depois que tudo estiver traçado, você só terá que pensar nas aventuras que vai viver e nas pessoas generosas que vai conhecer.

Ficou com vontade de arrumar as malas e pegar a estrada para estudar na Nova Zelândia, não é? Mas, antes de deixar o Brasil, assine a nossa newsletter para ficar bem informado sobre os kiwis!

 

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